sexta-feira, 30 de abril de 2010

Perdas

Outro dia me perguntaram sobre perdas, de que forma podemos lidar. Bom, claro que não existe uma forma correta, pois cada ser humano é único e cada um lida com a dor de uma maneira. Mas acho importante se auto conhecer e saber identificar alguns pontos importantes.
Em primeiro lugar o luto é uma reação normal que pode envolver tristeza, emoção, confusão, raiva, culpa, e isso geralmente acontece quando perdemos aluem ou algo muito importante. O luto pode afetar a pessoa na área psicológica, física e social. A dor do luto é necessária, não tente eliminá-la rápida demais, preste atenção ás reações físicas e emocionais e aceita-las, a parte racional a cobranças dos outros podem até querer esquecer rápido, porém a parte emocional precisa de tempo.
O luto passa por varias etapas:
Choque
Negação
Negociação
Culpa
Depressão (às vezes)
Aceitação da perda
Geralmente temos que enfrentar umas etapas, como aceitar a perda, reconhecer as sensações físicas e emocionais do luto, se adaptar a viver sem a pessoa ( ou algo) e continuar com a vida.
O que me chama atenção quando falamos de perda, é a dificuldade que se tem em lidar com as emoções, com os sentimentos. E é incrível o malabarismo que muitos fazem para fugir da dor. É triste, porque de certa forma por bem ou por mal, em algum momento da vida, você terá que enfrentar a perda, a dor, a raiva, enfim, todo emoção que ficou reprimida sempre se manifestará.
Permita sentir o luto, compreenda sua reação, pois cada um tem uma forma de reagir, fale com alguém sobre os seus sentimentos, não se cobre nem se critique. Em vez de perguntar “por quê?” Pergunte “o que vou fazer agora?”
Após chorar, e decidir que é a hora de seguir em frente reconheça que o sofrimento não vai durar para sempre, cuide de um animal ou planta, exercite a sua fé,ajude alguém que precise, e se em algum momento perceber que não vai conseguir sozinho, busque ajuda de um profissional. E lembre-se você sobreviverá, vai sair desta situação fortalecida.

terça-feira, 6 de abril de 2010

MEDICAÇÃO, É NECESSARIA?

Procurar um psicólogo, imagine, eu? Não sou louco. Não preciso! Bem, sobre este tema eu já postei. Mas se é dificil falar sobre terapia, imagine sobre medicação. É claro que existe o extremo, de pacientes que preferem tomar a pílula milagrosa (quando encontrarem por favor me avisem) do que rever a sua vida, em um processo de auto conhecimento.

Entendo como é difícil a pessoa encarar que precisa de ajuda, ainda mais porque vivemos numa época que temos que ser heróis, e não somos. Como tomar medicação é um dilema para muitos, resolvi relatar um exemplo. que talvez possa orientar aqueles que precisam tomar medicamentos.

Maria, 28 anos queixa-se de ansiedade extrema, após identificar de onde vinha a sua ansiedade, algo tão terrível e incontrolável, fazendo-a suar frio, o coração acelerando, arrepios, vontade repentina de ir ao banheiro, ficou mais tranquila.

Porém, apesar de estar com um excelente terapeuta, a melhora de seus sintomas era muito lenta. E ela estava passando por uma crise no trabalho que exigia que ela andasse mais rápida. Foi orientada pela terapeuta que procurasse um apoio médico. Ela teve medo, ficou com receio que ficasse dependente, e que o problema poderia ser mais serio do que imaginava. Ficou triste. Só que Maria não é a única pessoa a reagir desta forma,tem paciente que sofre muito ao ter que ir a farmácia com um receita controlada. Obviamente que os remédios não "curam" o problema psicológico, só que muitos transtornos psicológicos, provocam reações corporais tão intensas e tendem demorar a se modificar que acabam prejudicando outras áreas da vida da pessoa.
Outra paciente, D. Rita, 54 anos iniciou a terapia queixando-se que não conseguia dormir bem há seis meses, chorava por qualquer coisa, estava sem animo para nada. Era bem resistente a medicação, após muita relutância foi ao psiquiatra. Ele a medicou e ela teve remissão dos sintomas, o que ajudou muito a terapia. Lembrando que a terapia tem como objetivo, também de fazer o paciente compreender seu modo de funcionamento pessoal e tornar-se responsável pela sua auto-mudança constante.

A medicação é um bom recurso quando bem orientado e utilizado, ajuda a encurtar o processo de mudança e a ter forças para promover as mudanças necessárias. Não é magico, mas pode ajudar muito o processo terapêutico. A medicação certa, na hora certa é um ótimo recurso.

Abraços,