quarta-feira, 21 de julho de 2010

Sindrome do Pânico


Medo todo mundo tem. Quem nunca sentiu o coração disparar, frio na barriga, as pernas tremerem ao enfrentar uma situação nova, ameaçadora ou estressante?
Os sintomas são como uma preparação do corpo para alguma situação de perigo. O individuo ao se deparar nesta situação faz com que o organismo acione os mecanismos de fuga., lançando adrenalina na corrente sanguínea a fim de prepará-lo para lutar ou fugir. Como consequência, o medo geralmente vem acompanhado de sintomas físicos que incomodam muito. Quando se é diagnosticado o Transtorno do Pânico, o individuo já teve varias “crises”.


A palavra pânico vem do grego “panikon” que tem como significado susto ou pavor repetitivo. Em 1860 foi diagnosticado com doença do coração do soldado “coração irritável” denominada assim por Da Costa. Freud classificou como neurose ansiosa, até 1980 era classificado como neurose ansiosa e atualmente na última revisão da classificação americana (DSM-IV) como a moderna classificação internacional (CID-10) contemplam o Transtorno do Pânico como uma categoria diagnóstica distinta dentro daqueles que passaram a se chamar Transtornos de Ansiedade que englobam entre outros a Fobia Social, as Fobias Simples, a Agorafobia etc.
Um dos sintomas que costumam aparecer é a Agorafobia, que se caracteriza por ter medo de sentir medo, literalmente, medo da ágora, pois assim eram chamadas as praças de mercado na Grécia Antiga. È o medo generalizado de lugares abertos, multidões ou situações das quais seja difícil de enfrentar.
È comum em quem tem pânico , crises agudas de ansiedade, se caracterizando por medo e sintomas tais como palpitações,sudorese (suor excessivo) tremores,falta de ar, sensação de afogamento, medo de morrer, medo de perder o controle da situação ou enlouquecer sensação de anestesia ou formigamento, calafrios ou ondas de calor, náuseas e tontura.
Os ataques ocorrem espontaneamente e com tal violência que a pessoa passa a temer a sua repetição. Para se proteger, adota a chamada esquiva fóbica. Se a crise aconteceu no meio da rua, ela resiste à ideia de sair desacompanhada; se a crise foi dentro do carro, pode ficar com medo de dirigir, e se foi no cinema,shopping,praia, não entra mais nesses locais. Sendo assim, além da agorafobia, a pessoa também pode desenvolver outros tipos de fobia.
Segundo as pesquisas a síndrome do pânico ocorre sobretudo em adultos jovens na faixa etária entre 20 e 45 anos de ambos os sexos,sendo que o sexo feminino sofrem mais, na proporção de 3:1. Nesta faixa etária os pacientes estão na plenitude de seu potencial de trabalho e ao apresentarem a doença são geradas conseqüências desastrosas voltadas tanto para o desenvolvimento profissional quanto social. Pontos comum em pessoas que sofrem de pânico: são extremamente produtivas, costumam assumir carga excessiva de afazeres, exigentes consigo mesmas, não aceitam bem os erros ou imprevistos, tem tendência a se preocupar, excessivamente com problemas cotidianos,possuem alto nível de criatividade, perfeccionista, tendências a ignorar as necessidades físicas do corpo, excessiva necessidade de estar no controle, e de aprovação. Essas pessoas acabam por predispor a situações de estresse acentuado, desencadeando um desequilíbrio bioquímico e por conseguinte o aparecimento de sintomas.
Não se pode ignorar que alguns medicamentos como anfetaminas ou drogas (cocaína,maconha,etc..) podem aumentar a atividade do medo, causando alterações químicas que podem levar a crise. A grande preocupação é que a maioria dos pacientes, por apresentarem sintomas ligados ao aparelho cardiovascular, são levados para emergência em pronto-socorro, e atendidos por clínicos podendo ser medicados de forma equivocada. A medida que as crises continuam, não observando melhora, gera uma insegurança, podendo levar ao desespero. Acabam por realizar inúmeros exames sem chegar a uma conclusão diagnostica, sendo os sintomas atribuídos a situações genéricas como estafa,nervosismo ou frases do tipo “ a Sra. não tem nada”. Dentro deste quadro o primeiro pensamento e de que a pessoas esteja ficando louca, podendo causar uma auto-desmoralização grave. A pessoa acaba por se sentir fraca de caráter. Porém, não se trata disso, o que ocorre é apenas uma reação a uma crise, que de fato, é assustadora.
O uso, de anti-antidepressivo, sob prescrição médica, associados com os ansiolíticos tem apresentado bons resultados.
A psicoterapia cognitiva-comportamental tem apresentado resultados bem satisfatórios, onde vai preparar o paciente para que ele possa enfrentar as dificuldades de uma forma menos estressante. Juntos podem estabelecer uma nova forma de viver, priorizando a busca da harmonia e equilíbrio pessoal.
Tem situações que a pessoa procura um medico/especialista mas não quer ser curado, não existe cura sem transformação ou sem que aja mudança de comportamento.
Para se obter êxito no tratamento, é necessário que o paciente esteja engajado no processo, o que poderíamos chamar de aliança terapêutica. Síndrome no Pânico, tem tratamento, se você está sofrendo, procure profissionais capacitados para lhe ajudar neste período tão difícil.

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