“É ela que tem que mudar não eu...depois que eu for embora, não adianta ela querer que eu volte dizendo que vai mudar.”
“Ela me pergunta no que uma terapia vai poder nos ajudar? Ela acha que é uma tolice, perda de tempo e dinheiro.”
“Eu tenho certeza que ele está me traindo, eu sei....o pai dele é igual.”
Como terapeuta de casal é comum eu ouvir falas como essas em
meu consultório. Ocasionalmente, um dos conjugues denuncia o sofrimento,
enquanto o outro demostra um comportamento de indiferença, algumas vezes não
valorizando a queixa do parceiro. Contudo, decidir ir a um atendimento de casal
não resolve o problema, o mais importante é ter o desejo, querer ser um agente
de mudança, olhar para si e para o outro de forma diferente. É encontrar
motivação, disposição que na maioria das vezes já não se tem.
O desejo e a disposição do casal são essenciais para
trabalharem a relação. É preciso ter coragem, pois não é fácil. Porém, quando
me deparo com casais que estão dispostos a assumirem a sua parcela de culpa,
tentando entender a origem dos seus conflitos, buscando novas alternativas, é gratificante
ver a mudança e a transformação da relação. Confesso que fazer Terapia de Casal
é um trabalho árduo, porém, os resultados são fantásticos. Ver a alegria e a
esperança renovada nos olhos daqueles que conseguem superar suas dificuldades e
conflitos não tem preço.
Então como sei se é hora de buscar ajuda na Terapia de Casal?
Listamos
abaixo alguns indicativos que podem ser um sinal de que você deve procurar
ajuda. Conforme o autor Cardiolli (1998), essas são algumas indicações:
- Conflitos
importantes nas relações interpessoais, que se agravam com o tempo;
- Padrões de
interação destrutiva que podem levar a violência ou à quebra da relação;
- Dificuldades
de intimidade, envolvendo a comunicação de afetos e sentimentos,
companheirismo, planejamento da vida em comum, troca de papéis;
- Disfunções
que surgem em função de mudanças de um dos parceiros: mudança profissional
(ascensão, perda de emprego), mudança de características de personalidade pelo
próprio crescimento pessoal ou em consequência de terapia.
- Disfunções sexuais: vaginismo, anorgasmia, ejaculação
precoce, desejo diminuído ou insatisfação com o desempenho do companheiro, que
não se resolve com o passar do tempo (Rolland, 1995; Waldemar, 1993 aput Anton,
2009).
Se o seu
relacionamento apresenta alguns desses problemas, então é hora de buscar ajuda.
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