terça-feira, 22 de novembro de 2016

Quando se deve procurar por terapia de casal?

“É ela que tem que mudar não eu...depois que eu for embora, não adianta ela querer que eu volte dizendo que vai mudar.”
“Ela me pergunta no que uma terapia vai poder nos ajudar? Ela acha que é uma tolice, perda de tempo e dinheiro.”
“Eu tenho certeza que ele está me traindo, eu sei....o pai  dele é igual.”

Como terapeuta de casal é comum eu ouvir falas como essas em meu consultório. Ocasionalmente, um dos conjugues denuncia o sofrimento, enquanto o outro demostra um comportamento de indiferença, algumas vezes não valorizando a queixa do parceiro. Contudo, decidir ir a um atendimento de casal não resolve o problema, o mais importante é ter o desejo, querer ser um agente de mudança, olhar para si e para o outro de forma diferente. É encontrar motivação, disposição que na maioria das vezes já não se tem.
O desejo e a disposição do casal são essenciais para trabalharem a relação. É preciso ter coragem, pois não é fácil. Porém, quando me deparo com casais que estão dispostos a assumirem a sua parcela de culpa, tentando entender a origem dos seus conflitos, buscando novas alternativas, é gratificante ver a mudança e a transformação da relação. Confesso que fazer Terapia de Casal é um trabalho árduo, porém, os resultados são fantásticos. Ver a alegria e a esperança renovada nos olhos daqueles que conseguem superar suas dificuldades e conflitos não tem preço.

Então como sei se é hora de buscar ajuda na Terapia de Casal?

Listamos abaixo alguns indicativos que podem ser um sinal de que você deve procurar ajuda. Conforme o autor Cardiolli (1998), essas são algumas indicações:

- Conflitos importantes nas relações interpessoais, que se agravam com o tempo;
- Padrões de interação destrutiva que podem levar a violência ou à quebra da relação;
- Dificuldades de intimidade, envolvendo a comunicação de afetos e sentimentos, companheirismo, planejamento da vida em comum, troca de papéis;
- Disfunções que surgem em função de mudanças de um dos parceiros: mudança profissional (ascensão, perda de emprego), mudança de características de personalidade pelo próprio crescimento pessoal ou em consequência de terapia.
- Disfunções sexuais: vaginismo, anorgasmia, ejaculação precoce, desejo diminuído ou insatisfação com o desempenho do companheiro, que não se resolve com o passar do tempo (Rolland, 1995; Waldemar, 1993 aput Anton, 2009).
 

Se o seu relacionamento apresenta alguns desses problemas, então é hora de buscar ajuda.

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