
O cigarro é um grande vilão, mas nem todo mundo tem essa consciência. Existe três tipos de fumantes. Aqueles que fumam porque gostam e não se preocupam, os que sabem que fazem mal mas continuam fumando e os que fumam e querem parar mas tem dificuldades. Podendo ser colocado desta maneira:
Pré contemplação: O problema não é visto. Não há intenção de mudança.
Contemplação: Consciência do problema, há intenção de mudar, mas nenhum compromisso foi firmado.
Preparação: Intenção clara de mudar e surgem algumas iniciativas para que isso ocorra
O tabagismo pode e deve ser encarado como doença, que precisa ser prevenida e tratada. O conceito de saúde proposto pela OMS é de uma situação de bem estar físico, psíquico e social. Isso é incompatível com o hábito de fumar, pois o fumante tem a sua saúde minada por diversas doenças provocadas pelo tabaco , além de desenvolver dependência física do cigarro, que por si só já é doença.
O fumante inicia o tabagismo geralmente na adolescência (94% iniciam entre 7 e 19 anos), e esse começo tem algumas razões:
- desejo de parecer mais velho (auto-afirmação);
- contestação, fazer algo "proibido";
- influência das pessoas do convívio (amigos, pais);- influência da propaganda.
No entanto, o indivíduo permanece fumando ao longo dos anos em função de:
- prazer - não há dúvida que o cigarro gera prazer, isso é decorrente dos efeitos euforizantes que algumas substâncias liberadas pelo cigarro, destacadamente a nicotina, provocam no cérebro;
- hábito - com o passar do tempo, os rituais que envolvem o uso do cigarro (acender o cigarro, fumar ao tomar café, fumar ao falar ao telefone) tornam-se automáticos.
De tal forma que não é incomum o fumante acender um cigarro e, ao colocá-lo no cinzeiro, perceber que já havia outro aceso;
- dependência - é o fator mais importante na manutenção do tabagismo
Cerca de um terço das pessoas que colocam um cigarro na boca e 90% dos jovens que continuam fumando após os 19 anos de idade tornam-se dependentes da nicotina.
Isso deve-se aos efeitos que ela produz no cérebro humano.
Veja os detalhes:
- após o cigarro ser tragado, a nicotina é absorvida pelos pulmões e cai na corrente sangüínea, atingindo o cérebro em 7 a 20 segundos.- no cérebro, a nicotina libera substâncias (dopamina, endorfinas etc) que desencadearão a sensação de prazer;
- com o passar do tempo, o cérebro, em resposta aos repetidos estímulos da nicotina, produz mais receptores nicotínicos, passando a depender do preenchimento dos receptores pela nicotina para funcionar adequadamente, caracterizando a dependência física.
Caso você queira fazer um tratamento para largar o cigarro, ele existe.Muitos conseguem por conta própria mas existe uma parcela considerável que irá necessitar de auxílio médico e do uso de remédios para largar o vício.
Atualmente, há três tipos de terapia medicamentosa para o tratamento do tabagismo:
Terapia de reposição de nicotina
Bupropiona
Vareniclina
É comum o paciente tentar parar de fumar e não conseguir, até mesmo quando utiliza alguma medicação (terapia com nicotina, bupropiona ou vareniclina).
Tal situação não deve ser encarada como um fracasso ou uma fraqueza de caráter do indivíduo. Na verdade, muitos pacientes só conseguem largar o vício após inúmeras tentativas.
Nessa situação, o paciente deve discutir com o seu médico e tentar descobrir quais foram os obstáculos que interferiram negativamente no tratamento e tentar ultrapassá-los.
Além disso, pode-se tentar uma outra medição não utilizada anteriormente.
Saiba que a maioria das pessoas que abandonaram o tabagismo o fizeram após 3 ou mais tentativas.
Descubra os motivos porque não parou de fumar.
Você está mais experiente e tem mais chances de parar na próxima tentativa.
Procure o seu médico e discuta as opções de tratamento.
Você pode encontrar essas e mais algumas informações nos site http://www.queroparardefumar.com.br/
Não desista, insista, seu pulmão,amigos,parentes agradecem.
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